As alterações no texto da NR 1 passam a valer de forma oficial em breve. O dia 26 de maio marca o limite para adaptação. Até lá, o período tem caráter educativo, o que torna este momento especialmente estratégico para que as empresas se organizem com mais consistência, e não apenas em resposta à fiscalização.
Diante desse cenário, a discussão já deixou de ser se será preciso agir. A questão agora é como se preparar de forma consistente.
Com os riscos psicossociais oficialmente no radar, temas como estresse, exaustão, sobrecarga e isolamento passam a exigir atenção estruturada, e não apenas iniciativas pontuais ou reativas.
O que muda com a chegada do prazo
A atualização da NR-1 reforça a necessidade de olhar para o ambiente de trabalho de forma mais ampla. Além dos riscos físicos, entram em cena fatores ligados à organização do trabalho, às relações e à experiência cotidiana das pessoas.
Na prática, isso tem levado empresas a:
- revisar processos e rotinas;
- fortalecer ações de prevenção;
- estruturar programas contínuos;
- buscar formas reais de engajamento.
Mais do que cumprir uma exigência normativa, o desafio passa a ser demonstrar coerência entre discurso e prática.
O movimento que já está acontecendo nas empresas
À medida que o prazo se aproxima, muitas organizações já começaram a se reorganizar. O foco tem sido menos “cumprir tabela” e mais, criar ambientes de trabalho mais sustentáveis.
Isso inclui iniciativas voltadas a:
- bem-estar emocional;
- convivência entre equipes;
- fortalecimento de vínculos;
- redução de tensões acumuladas no dia a dia.
Nesse contexto, ferramentas antes vistas como secundárias passam a ganhar espaço como parte de uma estratégia mais ampla de prevenção.
Onde o lazer entra nesse cenário
O lazer corporativo começa a ser reconhecido como uma das ferramentas possíveis para apoiar a gestão dos riscos psicossociais previstos na NR-1.
Quando bem estruturado, ele atua diretamente sobre pontos críticos que a norma passa a observar com mais atenção:
- promove presença real e pausas intencionais;
- favorece relações mais saudáveis;
- cria espaços seguros de interação;
- ajuda a reduzir o acúmulo de estresse no cotidiano.
Não se trata de substituir obrigações legais, mas de atuar sobre fatores que influenciam o ambiente de trabalho.
Programas contínuos, não ações isoladas
Com o novo prazo se aproximando, cresce também a percepção de que ações pontuais não sustentam mudanças reais. A NR-1 reforça a importância da continuidade.
Programas estruturados ao longo do ano permitem:
- acompanhamento consistente;
- adaptação às diferentes realidades das equipes;
- integração com outras iniciativas de pessoas e cultura;
- maior impacto na prevenção dos riscos psicossociais.
Planejar agora é evitar soluções improvisadas mais adiante.
Preparar-se é agir antes do prazo
A atualização da NR-1 funciona como um convite à antecipação. Empresas que começam a se organizar agora ganham tempo para testar formatos, ajustar estratégias e construir ações mais coerentes.
Quando pensado como parte de um programa anual de engajamento, o lazer pode apoiar esse processo de forma concreta e alinhada às novas exigências.
Na Flow, atuamos no desenho de programas anuais de lazer corporativo, integrados à estratégia de engajamento das empresas e conectados aos desafios que a NR-1 coloca em pauta.
O prazo está chegando. A preparação pode, e deve, começar antes.
Para se aprofundar:
Flow Blog – Saúde Mental no Trabalho: sua empresa está pronta para as novas exigências da NR-1?
MTE – Empresas brasileiras terão que avaliar riscos psicossociais a partir de 2025
VC S/A – NR-1 atualizada: Saúde mental e gestão de riscos psicossociais no trabalho
SEESP – Gestão de riscos psicossociais: a nova NR-1
Referências
NR-1 – Norma Regulamentadora nº 1